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sábado, 28 de maio de 2016

Reintegração de posse de colégio ocupado em Maringá é adiada

Prazo para desocupação da escola venceu na tarde deste sábado (28).
No entanto, oficial de justiça diz ter pedido mais esclarecimentos a juiz.

Do G1 PR
Colégio José Gerardo Braga não será fechado, diz Secretaria de Educação (Foto: RPC Maringá/Divulgação)Estudantes estão há dez dias no colégio
(Foto: RPC Maringá/Divulgação)
A reintegração de posse do Colégio Estadual Gerardo Braga, em Maringá, no norte do Paraná, foi adiada, de acordo com o oficial de justiça João Batista de Souza, que foi ao local na tarde deste sábado (28). Estudantes ocupam a escola há dez dias.
O prazo para que a desocupação fosse feita venceu às 14h. No entanto, o oficial afirma ter pedido mais informações ao juiz responsável pelo caso, para saber de que forma agir com os alunos. Por isso, aumentou o prazo para retirá-los do local.
"Quero pedir mais algumas ideias do juiz, porque requer menor, vai ter que ter o efetivo a ponto da polícia, envolve mais escolas. Quem sabe, até resolver essa parte que eu estou pensando, a gente não resolve essa situação", comenta Souza.
O pedido de reintegração de posse foi feito pela Procuradora-Geral do Estado e chegou aos estudantes na sexta-feira (28). A partir da intimação, eles teriam 24 horas para desocupar o colégio. Caso a ordem não fosse obedecida dentro do prazo, estaria autorizado o uso de força policial moderada.
Às 14h15 deste sábado, porém, o oficial de justiça foi ao colégio sem a companhia de policiais. Ele ressaltou que deve esperar até a segunda-feira (30) ou a terça (31) para fazer a reintegração.
Uma reunião está marcada para o domingo (29) de manhã, entre os estudantes, a Secretaria Estadual de Educação (Seed) e deputados estaduais da Comissão de Educação. Após o encontro, os alunos vão decidir se saem dos colégios ocupados no município ou não.
Os manifestantes pedem melhorias na infraestrutura das escolas, na merenda e também cobram resultados da Operação Quadro Negro, que investiga desvios na construção e reforma de escolas estaduais.
Outras ocupações
Os colégios estaduais Tancredo Neves e Adaile Maria Leite seguem com ocupações nesta quinta-feira (26). Ambos foram tomados pelos estudantes na quarta-feira (25), após decisão em assembleia.
Os estudantes pedem a entrega de obras nos colégios prometidas pelo governo, segundo eles, melhoria na qualidade da merenda e abertura de uma Comissão Processante Parlamentar (CPI) para investigar desvios de verbas nas escolas.
Por ora, a manifestação é pacífica. Segundo a Upes, os estudantes estão tendo aulas sobre direito fundamental, constitucionalidade, história da América Latina, democracia, tentativa de imperialismo norte americano e entre outros temas.
Posição do governo
Sobre as melhorias na infraestrutura das escolas, a Secretaria de Estado de Educação (Seed) reforçou que vai analisar caso a caso e que vai investigar a situação nos colégios ocupados. Sobre os desvios descobertos na Quadro Negro, a Seed informou que uma sindicância interna está em fase de conclusão
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Sérgio Moro manda soltar operador da Lava Jato por fiança de R$ 300 mil

O juiz federal Sérgio Moro mandou soltar o operador financeiro Marcelo Rodrigues, preso na 26ª fase da Operação Lava Jato, após pagamento de fiança de R$ 300 mil. O mandado foi expedido na noite de sexta-feira (27) após os valores serem bloqueados pelo Banco Central. Ele deixou o Complexo Médico-Penal (CMP), na região de Curitiba, na manhã deste sabado (28).
Marcelo Rodrigues é réu em um processo da Lava Jato, acusado de operar e controlar no exterior contas utilizadas pela Odebrecht para pagamentos ilícitos. Ele estava preso desde março, quando foi deflagrada a operação Xepa, que visou o Setor de Operações Estruturadas da empreiteira – segundo o Ministério Público Federal (MPF), o setor era destinado exclusivamente à contabilidade paralela da Odebrecht.
Após alegar não dispor dos R$ 300 mil para pagar a fiança, Marcelo Rodrigues informou que os valores poderiam ser bloqueados de uma conta do irmão dele, Olívio Rodrigues. Ele também é réu no mesmo processo e, segundo o MPF, atuava junto com Marcelo Rodrigues na operação das contas de offshores no exterior.
Acusação
Segundo o MPF, o Setor de Operações Estruturadas utilizava os serviços de Marcelo e Olívio Rodrigues para operar os recursos de pagamentos ilícitos. Ambos tinham acesso ao sistema de comunicação usado pelo setor de contabilidade paralela da Odebrecht.
“Além de atuarem conjuntamente na empresa de câmbio Jr. Graco, figuravam como representantes, ou procuradores, de algumas das contas utilizadas pelo Grupo Odebrecht para o pagamento de vantagens indevidas, como é o caso, por exemplo, da conta aberta em nome da offshore Klienfeld e reiteradamente utilizada pela Odebrecht para lavagem de capitais e para o pagamento de propina”, diz trecho da denúncia.
O MPF afirma que os irmãos atuavam principalmente na abertura e movimentação de contas bancárias mantidas no exterior em nome de empresas offshores e não declaradas às autoridades brasileiras. Enquanto Olívio figurava como proprietário da Klienfeld, Marcelo Rodrigues era procurador da conta.
“Nesta condição, Marcelo Rodrigues, além de ter autorizado inúmeras transferências bancárias a partir da conta Klienfeld Services LTD, também firmou contratos como, por exemplo, o contrato assinado com a offshore Shelbill (representada por Monica Moura), o qual foi utilizado para conferir aparência de licitude ao repasse de vantagens indevidas em favor de Mônica Moura e João Santana”, diz outro trecho da acusação.
Além de Marcelo e Olívio Rodrigues, são réus na ação ex-funcionários e o ex-presidente do Grupo Odebrecht Marcelo Odebrecht, o publicitário João Santana e a mulher dele, Monica Moura, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Outro lado
Ao G1, a advogada Paula Sion, que representa Marcelo e Olívio Rodrigues, afirmou que pretende se manifestar apenas nos autos do processo. Disse, ainda, que a intenção dos dois clientes é esclarecer todos os fatos por completo no decorrer do processo.